quarta-feira, 6 de março de 2013
Clarice e Virginia
Estou pensando em ler algum livro da Virgina Wolf. Me recomendaram Mrs Dalloway. Ainda não comprei para começar a ler. Mas quando vi alguns comentário sobre o livro me entusiasmei, pois já li outros livros dela e adoro seu estilo.
Esse livro foi publicado em 1925 e foi uma das primeiras obras da Virginia que causou rebuliço. O livro conta um dia da vida de Clarissa, uma dama da alta sociedade casada com um político conservador e mãe de uma adolescente.
A história começa em uma manhã de 1923, quando os convidados se retiram de uma festa na mansão da família. Se bem no decorrer do dia acontece algo trágico (não queria contar, mas é o suicídio de um jovem que voltou da guerra com a mente perturbada), o incrível é como está narrada a história: a partir da consciência dos personagens, com uma linguagem capaz de moldar os detalhes e ritmos de seus pensamento e expressão da condição da mulher de uma forma íntima e objetiva.
Esse é um verdadeiro clássico da literatura e até a revista Time considerou a obra como uma das cem melhores em língua inglesa. Sempre gostei muito de ler. Quando era criança vivia na biblioteca. Andava para cima e para baixo com um livro. Tanto foi assim, que logo perceberam que eu precisava de óculos infantil. E não demorou muito para adorar meus óculos. Achava que combinava perfeitamente com meus livros.
De certa forma me vi refletida naquela obra da Clarice Lispector, chamada Felicidade Clandestina. Até vi o curta metragem desse livro e para me sentir mais parte ainda da história, só faltou mesmo meus óculos. O resto era eu escrita e desenhada na telinha. E de certa forma, acho que Clarice tem uma forma de escrever parecida à Virgina, mesmo que ela tenha declarado que Virgina não foi sua influência. Mesmo assim, gosto das duas.
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